Notícia e Comentários

21/07/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: A FESTA DA PADROEIRA

Falei antes na Festa da Padroeira de Borborema. Merece um capítulo. A comunidade católica de Borborema tem a proteção de Nossa Senhora do Carmo, sua padroeira. A igreja, situada no ponto mais alto da cidade, foi aos poucos melhorada. Não se tem precisão da data de sua construção. A sua única torre eu me lembro quando surgiu. Há fotografias da cidade, onde aparece o trem da Great Western parado para abastecer com água a Maria Fumaça, com o local da igreja ocupado, apenas, pela mata de eucaliptos.


16/06/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: NOSSO PRIMEIRO GOVERNADOR

A notícia da deposição da Família Real chegou à Parahyba por telegrama. A República estava nascendo, mas por aqui, não havia um republicano para recebê-la. O paraibano Albino Meira, professor da Faculdade de Direito do Recife e único defensor da República entre nós, foi candidato à Assembleia Geral do Império e obteve míseros vinte e quatro votos. Confirmado o golpe militar comandado por Deodoro da Fonseca, assumiria a chefia do executivo o tenente-coronel Honorato Caldas que por doze dias tumul


09/06/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: DE MESTRE ESCOLA A PRESIDENTE (3)

Sobre o que marcou o governo de Solon de Lucena, no interior, já fiz menções ligeiras. Na Capital, além do início das obras de saneamento, seu governo é lembrado pela ação da prefeitura, através do prefeito Walfredo Guedes Pereira, mesmo quando as verbas eram estaduais. É desse tempo a Praça Vidal de Negreiros e a atual avenida Guedes Pereira. O Parque Arruda Câmara (Bica), a praça da Independência e a avenida Maximiano de Figueiredo que abriu caminho para uma nova cidade, em direção ao mar. A


22/05/2017 COMO SE FAZIA UM SENADOR:ESCREVE RAMALHO LEITE

Tudo remonta a Roma, inclusive o Senado. O nome vem do latim. Sen,senex,senior que, etimologicamente, significa velho, idoso. Entendia-se, então, que os mais idosos seriam os mais sábios. Aqui se entendeu que eles deveriam ser os “mais sabidos”. Da mesma origem, vem a palavra senilidade. Na sua verve, Dorgival Terceiro Neto costumava dizer que, para ser senador era preciso já ter feito três operações: cataratas, próstata e hemorróidas. Os tempos mudaram e o Senado já aceita até não operados de


22/05/2017 A ESCOLA NO TEMPO DO IMPÉRIO: ESCREVE RAMALHO LEITE

A valorização da instrução pública era uma das prioridades do Império. Os governantes que passaram pela direção da província da Parahyba do Norte deixaram registrada essa preocupação primeira. Quando Pedro II visitou esta província, no Natal de 1859, nas cidades onde esteve, preocupou-se em conhecer as condições das escolas existentes. Seu exemplo foi seguido pelo gaúcho Silva Nunes, primeiro presidente a percorrer o nosso interior que, recebido nas câmaras municipais, inspecionava as escolas ma


31/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O FUNDADOR DA REPÚBLICA

Há quem diga que a República, entre nós, nunca foi proclamada como nos contaram na escola primária. O marechal Deodoro da Fonseca, tido e havido como comandante do golpe militar que derrubou Pedro II, teria, apenas, diante do fato consumado e anunciado pelo jornal de José do Patrocínio, aceito as circunstancias e assinado o decreto que instituiu o Governo Provisório da república federativa dos estados unidos do Brasil. Um paraibano assinou o decreto Numero Um, logo após a assinatura de Deodoro:


24/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O ULTIMO PRESIDENTE DA PARAHYBA

Pelo decreto número 01, de 15 de novembro de 1889, que instituiu a República Federativa do Brasil, as antigas províncias imperiais passaram a se denominar estados. Seus gestores seriam chamados de governadores e nomeados na qualidade de delegados do governo provisório que se estabelecera sob a chefia do marechal Deodoro da Fonseca. A primeira Constituição republicana, de 24 de fevereiro de 1891, mudou a designação dos administradores estaduais para presidentes de estado. Assim, o primeiro gove


17/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O TRABUCO VENCEU A LEI (3)

Já vimos como chegou ao povo gaúcho e aos mineiros, a noticia da morte de João Pessoa. Na capital federal, o jornal A Noite fez circular, na segunda feira, dia 28 de julho, uma edição especial. O crime ocorrera no sábado, no Recife. Essa a manchete de primeira página: “O assassínio do Presidente João Pessôa”, com os subtítulos: “A surpresa e a rapidez da aggressão-A arrogância do criminoso-Detalhes das ocorrências em Pernambuco”. E acrescentava em tipos menores: “O corpo do chefe do Poder Execut


10/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O TRABUCO VENCEU A LEI (2)

A minha narrativa sobre os acontecimentos que culminaram com a morte do presidente João Pessoa, prende-se mais à forma como essa infausta noticia foi recebida fora dos limites paraibanos. Já vimos como o povo gaúcho, com Getúlio Vargas à frente, foi surpreendido. Interessa-me agora registrar, como o outro parceiro da Aliança Liberal, o estado de Minas Gerais reagiu ao sacrifício de João Pessoa, naquele 26 de julho de 1930. Além de associar-se à bancada gaúcha nas manifestações de pesar, os parl


03/03/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O TRABUCO VENCEU A LEI (1)

Era julho de 1930. Na Capital da Parahyba, a Escola Normal e o Liceu Paraibano eram os estabelecimentos de ensino mais avançados. O estado estava convulsionado com a rebelião surgida no município de Princesa Isabel, declarado “território livre” pelo deputado e coronel José Pereira Lima. Era presidente da Parahyba o ex-ministro do Tribunal Militar, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, sobrinho do ex-presidente Epitácio Pessoa. Para combater os rebeldes, faltava ao presidente o indispensável a


24/02/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: ASCENSÃO E QUEDA DE CAMILO DE HOLANDA

Na primeira República, após a vitória de 1915 que lhe deu a chefia política do Estado, Epitácio Pessoa indicou Francisco Camilo de Holanda para mandatário da Parahyba. Sua escolha não foi das mais pacíficas. Encontrou barreira no irmão de Epitácio, coronel Antonio Pessoa, que o detestava. Antonio Pessoa era o vice-presidente do Estado em exercício, face à renúncia do presidente Castro Pinto. A escolha de Camilo irritou Antonio Pessoa a tal ponto que o fez abandonar o cargo e retirar-se para


17/02/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: O DIA EM QUE QUEIMARAM A UNIÃO

O presidente Solon de Lucena realizou, na Parahyba, um dos mais operosos governos de que se tem notícia, na República Velha. Também pudera! Na presidência da nação estava seu parente e chefe, Epitácio Pessoa. Este, paraibano de Umbuzeiro, aquele, de Bananeiras. O jornal Cidade de Bananeiras, edição de 19 de junho de 1908, dá notícia da presença do mestre-escola Solon, ao lado do também professor Álvaro de Carvalho, no encerramento do semestre letivo do Instituto Bananeirense, renomada escola l


10/02/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: A FALA DO TRONO

No início de cada sessão legislativa, é da tradição democrática, o envio pelo Poder Executivo de mensagem ao Poder Legislativo, em todos os níveis: municipal, estadual e federal. A tradição virou norma, e entre nós, está inserta no artigo 86, inciso IX, da Constituição do Estado da Paraíba, na competência exclusiva do Governador. A Carta fala em “remeter mensagem à Assembleia Legislativa, por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Estado e solicitando as providências


03/02/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: PRINCESA VISTA LÁ FORA (3)

Na imprensa de todo o País repercutiam os acontecimentos que tinham como palco o território livre de Princesa. Os rebeldes comandados pelo deputado e coronel José Pereira infligiam sucessivas derrotas à nossa briosa policia militar, aquartelada no Piancó e entrincheirada nos arredores das cidadelas ocupadas pelos pereristas. Lutando em território que conheciam com a palma da mão, os rebeldes levavam vantagem diante das tropas legais. Além do mais, enquanto o presidente João Pessoa tinha dificuld


27/01/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: PRINCESA VISTA DE FORA (2)

Como vimos anteriormente, os despachos telegráficos do secretário José Américo de Almeida designavam de cangaceiros as tropas formadas pelos rebeldes do coronel José Pereira. Raramente o tratamento de “bandidos” era esquecido quando a referência era dirigida aos comandados do soba princesence. Há exemplo publicado: “Comunicam de Piancó que o acampamento do tenente Mauricio foi atacado fortemente pelos “pereristas”, repelidos com perdas.”(Diário de Notícias,Rio,8.06.1930) O jornal da capital fede



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