Artigos Semanais

18/08/2017 UM PARAIBANO DE CACÓ; RAMALHO LEITE ESCREVE

O menino nasceu em Caicó, no vizinho estado do Rio Grande do Norte, pelos idos de 1923, em um dia 13, desafiando a data aziaga. Antes dele, morreram dois irmãos com o mesmo nome. Ele escapou depois de ultrapassar o primeiro ano de vida, sendo o quinto, de uma prole de nove nascidos da união de Francisquinho com Besinha, apelido de Isabel. O pai poderia ser encontrado com o sobrenome de Saldanha ou Sapateiro. Era um liberal, febre que costumava atingir os trabalhadores autônomos. Esse Saldanha ti


14/07/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: AS COROAS DE DOM PEDRO

É da autoria de Sergio Corrêa da Costa e tem o prefácio de Osvaldo Aranha, ambos diplomatas, o livro “As Quatro Coroas de D.Pedro I”. A nossa história proclama que D.Pedro de Alcântara, da Casa de Bragança, foi deixado pelo pai, D.João VI, tomando conta da Colônia desde a data em que regressou a Portugal. Quando declarou o Brasil independente, D. Pedro foi ungido Imperador e ostentou sua primeira coroa. Nesse mesmo ano de 1822, a Grécia teria lhe oferecido o cetro e a oportunidade de governar aq


07/04/2017 RAMALHO LEITE ESCREVE: OS JOVENS TURCOS

A queda do Império Otomano e a fundação da república turca teve como líder Mustafá Kemal Ataruk, militar graduado, revolucionário e primeiro presidente da Turquia. Antes, porém, ganhou renome com sua atuação na primeira guerra mundial. Lutou ao lado dos alemães e foi derrotado pelas forças aliadas. A partir de então, passou a liderar a Guerra da Independência Turca que culminou com a proclamação da república em substituição ao Império Otomano. Na sua juventude, por volta de 1907, promovido a cap


02/09/2016 O COLEGIO DAS DOROTEIS, ESCREVE RAMALHO LEITE

Neste ano da graça de 2016 a Congregação das Doroteias está completando 150 anos de sua chegada ao Brasil. No mesmo ano de 1866 era aberta também a Casa de Portugal. Na nossa pátria mãe, as comemorações ocorreram entre março e abril do corrente. Não tomei conhecimento de qualquer evento alusivo à presença marcante dessas educadoras entre nós.De sua atividade em Bananeiras, a partir de 1917, restam o túmulo mandado construir pelas ex-alunas e o antigo prédio do colégio, que voltou ao patrimônio d


26/08/2016 QUEM FOI O BARÃO DE RAMALHO: escreve RAMALHO LEITE

Vim descobrir recentemente por que a família da minha esposa fazia restrições ao seu casamento comigo. Para casar, tive que roubar a moça. O coronel Camporra, irmão do Barão de Araruna era seu trisavô. Com essa ascendência nobre, como permitir a união com o filho de um plebeu, cujo mais ilustre membro familiar era tenente da Guarda Nacional? Mas a história abre caminhos e a genealogia nos leva a conhecer o passado. Em busca desses ancestrais encontrei Joaquim Inácio Ramalho, Barão de Ramalho, um


19/08/2016 UM DISCURSO DE SILVA MARIZ, ARTIGO DE RAMALHO LEITE

crise hídrica do nordeste tem os seus olhos voltados para a transposição de águas do Velho Chico destinadas aos estados que não possuem rios perenes. Entre nós, o volume de Boqueirão chegou ao seu nível histórico mais baixo. Há uma corrida em evidência para ver quem chega primeiro: o inverno ou as águas do São Francisco. E dá para Campina e seu entorno esperarem? Não sou técnico no assunto mas acompanho sua evolução. Causa admiração que esse problema secular não tenha ainda uma solução definiti


26/02/2016 O VORONOFF BRASILEIRO SURGIU EM BANANEIRAS

O epíteto de “Vornoff Brasileiro” foi dado ao major José Fábio da Costa Lira, farmacêutico em Bananeiras mas nascido em Umbuzeiro, onde foi prefeito municipal. O jornal “A Noite”, do Rio de Janeiro, em edição de 11 de agosto de 1936, na primeira página, revela a existência, “no interior da Parahyba, do autor de um processo a que se atribuem curas assombrosas”. Doentes com tuberculose, câncer, lepra e diabetes eram objeto de tentativas de curas pelo método que denominou “lymphotherapia” e que con


13/11/2015 RAMALHO LEITE ESCREVE: BOA VISTA, CAMUCÁ, BORBOREMA (2)

Boa Vista foi a denominação dada pelo bacharel José Amâncio Ramalho às terras que comprou ao capitão João da Mata. O rio Canafístula circundava o aglomerado, e quando foi barrado, inundou imensa área pertencente a vários proprietários. Antonio Nogueira Campos, outro pioneiro, ficaria com seu engenho ilhado do outro lado do rio, com grande porção de terras cobertas pelas águas do açude. Nas cheias invernosas, o engenho de seu Tota só era alcançado por rudes embarcações. Em escritura lavrada em


05/03/2015 RAMALHO LEITE ESCREVE O CHAPÉU DE AUGUSTO

Ao entrar na Galeria Augusto dos Anjos deparei-me com uma faixa já desgastada que cobra: “Onde está Augusto dos Anjos?” A referência transporta os transeuntes a um busto muito mal esculpido do Poeta do EU, que, misteriosamente, desapareceu, restando, apenas, o pedestal. Na Academia Paraibana de Letras, porém, a gestão do presidente Damião Ramos incorporou ao Jardim de Academus uma estátua em corpo inteiro do nosso poeta maior. A estátua, sem chapeu, motivou reclamação do poeta Luiz Nunes, usuár


09/11/2014 RAMALHO LEITE ESCREVE:VAMOS VOLTAR À DEGOLA?

A Paraíba de Gama e Melo não se submeteu à vontade presidencial. O Presidente Campos Sales valeu-se da Comissão de Verificação de Poderes para anular as eleições federais ocorridas no Estado. O motivo? O nome por ele indicado para governar a Paraíba não foi aceito. A rebelião de Gama e Melo resultou na degola da bancada eleita, com a posse dos derrotados. Era o ano de 1900.


20/09/2014 RAMALHO LEITE ESCREVE; O SUPREMO CHEGOU DEPOIS

A polêmica nacional gerada pela decisão do Supremo Tribunal Federal reconhecendo a relação homo afetiva como união estável, gerando, portanto, direitos civis aos parceiros, chegou à Paraíba antes do Supremo. Devo dizer que o Rio Grande do Sul, por decisão judicial, já determinara ao INSS o reconhecimento de pensão ao primeiro homem que, comprovadamente, viveu longos anos em companhia de outro, partilhando angústias, alegrias e também afetos. É gaucho, portanto, o primeiro beneficiário de pensã


28/06/2014 RAMALHO LEITE ESCREVE: A NOTICIA QUE FALTOU

A Paraíba possui um tesouro guardado em uma das dependências desta Casa. Trata-se do arquivo do jornal A União, registro de mais de cem anos da história do nosso Estado, do Brasil e do Mundo.Sonho com a execução de um projeto que viabilize a disponibilidade de todo esse acervo na rede mundial de computadores.Enquanto o acesso está limitado aos pesquisadores, vez por outra mergulho nessas folhas já encardidas pelo tempo e com o uso de mascara e luvas,faço minha expedição ao passado.


14/03/2014 RAMALHO LEITE ESCREVE: J.A- JÁ

Aquela campanha de 1965 foi a última permitida pelo regime de 64 aos partidos nascidos na redemocratização do País e que tomaram assento na Constituinte de 1946. João Agripino estava lá para exercer o seu primeiro mandato de deputado federal, ao lado de Ernani Satyro,Argemiro de Figueiredo,Fernando Nóbrega, Janduí Carneiro,João Úrsulo Ribeiro,José Joffily, Osmar de Aquino,Plinio Lemos e Samuel Duarte que se somaram aos dois senadores naquele Congresso com 42 senadores e 286 deputados. Dezenove


17/02/2014 RAMALHO LEITE ESCREVE: OS ALEMÃES NO BREJO

Guardei desde menino a imagem daquele galego grandalhão que morava num quarto externo da casa dos meus pais em Borborema. Conhecido como “seu” Guilherme, ainda hoje não conheço o seu nome familiar. Chegou à Vila de Camucá em uma madrugada de chuva.Temendo pela própria vida pediu abrigo e proteção ao dr. Jose Amancio Ramalho, então chefe político da localidade. Fugia da Vila de Moreno, distrito do mesmo município de Bananeiras, onde todo o seu patrimônio fora devorado pelo fogo. Os brejeiros vir


06/07/2013 RAMALHO LEITE ESCREVE; QUEM PAGA A LANTERNA?

A palavra da moda é mobilidade urbana. Antes se falava em fluxo de veículos, dificuldades de acesso, problemas de deslocamento. Tudo isso virou uma palavra chave:mobilidade. A construção de um sistema viário que evite a paralisação do trânsito com desperdício de tempo e combustível, além de não acabar com os nervos do motorista, se enfeixam no contexto de mobilidade. Esse é o grande desafio das cidades, em qualquer parte do mundo, talvez não em Cuba, ainda usando os poucos veículos produzidos



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